Não sei vocês, mas eu, não aguento mais carnaval. Quando a Globeleuza começa a sambar na minha tela, me dá arrepios. Pra mim, faz o mesmo efeito da música do Globo Reporter, que só de ouvir a gente já sabe que lá vem tragédia. Ou a música do Fantástico que avisa a gente que o fim de semana acabou e que a depressãozinha do domingo pode chegar.
Na tela da TV no meio desse povo, a gente vai ver tudo igual de novo!
Para quem viajou, foi pra praia ou para o campo, pensa que escapou? De jeito nenhum. Sempre tem uma TV ligada no Sambódromo ou na Marquês de Sapucaí, pra enceher os ouvidos da gente de ô ô ô, lá lá lá, ô lelê, vai, vai ,vai!
Como diria um amigo meu, é um caminhão de mesma coisa. Um não, muitos caminhões.
Esse ano a escola tal vem completamente diferente. No ano passado as plumas eram verdes e brancas, esse ano são brancas e verdes, uma maravilha.
A outra escola veio com o carro do tigre diferente, ele veio cheio de neve. Ah, faça-me o favor! Já, a outra escola trouxe uma águia hi-tec e a outra um robô tão desengonçado que parecia um pedaço da robô do Exterminador do Futuro 3 ou 4 sei lá.
Só sei que a verde e rosa, veio verde e rosa, a gaviões de preto e branco. E o resto é igual.
A única que ousou um pouco colocou reggae. Tomara que a moda pegue e possamos ouvir um pouco de baião, maxixe, frevo, maracatu, e porque não rock, jazz e salsa.
Chega da mesma coisa auditiva e visual!
Quem é que pode cantar pra mim o samba enredo da Portela do ano passado e desse ano? Não vale ser da escola.
Aí, você deve estar imaginando: esse cara deve ter assistido a todos os desfiles de Rio e São Paulo.
E eu lhe respondo: assisti apenas 5 minutos do jornal.
Os caras convidam a grandiosa Débora Colker para falar de balé, dança, expressão corporal e coreografia!!! Tá de brincadeira.
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