Remo. Deasarmado e perigoso. O pai do Neo Matrix.

Quem tem mais de 30 lembra de um filme tosco onde o protagonista, lutador de artes marciais desviava de balas desferidas de revólveres.

Era 1985 e Remo Willians, um tira de Nova York sob nova identidade e rosto modificado, passa por treinamento especial com um velho coreano, especialista em artes marciais. Isso o transforma num incomparável assassino, mas a serviço da segurança do presidente americano.

Essa porcaria estreou no mesmo ano que Agnes de Deus, Além da Paixão, As Aventuras de Sérgio Mallandro, Back to the Future, O Beijo da Mulher-Aranha, Cocoon, A Cor Púrpura, Desperately Seeking Susan, Friday the 13th: A New Beginning, The Goonies, Je vous salue, Marie, The Jewel of the Nile, Mad Max Beyond Thunderdome, A Nightmare on Elm Street 2: Freddy’s Revenge, O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas, A Rosa Púrpura do Cairo, Rambo: First Blood Part II, The Return of the Living Dead, Rocky IV, Os Trapalhões no Reino da Fantasia, Viver e Morrer em Los Angeles, Year of the Dragon. Isso, sem citar os piores.

Ora, era o prenúncio de Matrix? Ou será Remo o pai de Neo, o heroi ciberpunk?

Seja o que for, os menores de 30 que me perdoem, mas é tudo a mesma palhaçada. Matrix é notório por suas inovações em efeitos especiais e na ação terem acabado por criar diversos clichês no cinema, como as imagens de projéteis se deslocando dentre ondas em câmera lenta. Mas seu verdadeiro valor é filosófico, ao explorar o tema da realidade confrontada à ilusão do cotidiano. Poderoso por poderoso fico com o Super-Homem. Habilidoso por habilidoso, fico com o Batman. Filósofo por filósofo fico com Nietzsche. Porcaria por porcaria, prefiro Rocky 4. E já que o assunto é desviar de balas fico com o povo carioca.

2 Comentários

  1. O final foi o melhor Djou!

  2. João, acho que podemos adicionar também o nosso José Roberto Arruda, governador afastado do Distrito Federal, que tentou utilizar a técnica da ilusão de ótica somada a realidade virtual para dizer que tudo que vimos nas telas não era real.
    Parabéns pelo texto. Grande abraço


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